MUDA é uma dança experimento constituída por diferentes sentidos:

Ação de mudar, ou seja, de desacostumar o corpo e suas danças.

Ação de plantar(se), (re)nascer, insistir na permanência.

Ação de silenciar, de pausar.

O que vibra quando tudo parece calar? O que grita quando me recolho?

Dança compreendida como um campo de experimentação para novos modos de ser/estar no mundo.

O corpo é um reconfigurador de realidades, e não apenas um reprodutor de hábitos e movimentos de dança. 

A obra se aproxima ao conceito de acontecimento, pois pretende configurar uma situação em que o espectador perceba o quanto sua experiência (a possibilidade de mudar) depende dele próprio e dos outros. 

O espaço investigado é propositor de interferências e modificações. Co-partícipe da dança, ele colabora para traduzir as ideias de MUDA.

Obs: Em caso de chuva forte a apresentação será realocada. 

FICHA TÉCNICA

Direção artística: Jussara Xavier @jussarajxavier
Intérprete-criadora: Erika Rosendo @erirosendo
Trilha sonora: Ricardo Ledoux @cadoledoux
Figurino: Ivonete Casagrande @ivonete_casagrande @arteclara 
Cenografia: Caren Negrelli @caren.negrelli
Designer: Gabriel Silveira @silveira_gabriel
Assessoria de imprensa: Serginho Almeida @sedealmeida
Produção executiva: Erika Rosendo e Jussara Xavier
Assistente de produção: João Ortiz @joaop.ortiz

Duração aproximada: 40 min.

Classificação indicativa: Livre para todos os públicos

Projeto Cultural selecionado pelo Prêmio Elisabete Anderle de Apoio à Cultura – Edição 2022, executado com recursos do Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense da Cultura.

A PESQUISA

Dança compreendida como um campo de experimentação para novos modos de ser/estar no mundo. O corpo é um reconfigurador de realidades, e não apenas um reprodutor de hábitos e movimentos de dança.

PRINCÍPIOS CRIATIVOS

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Adoção de estratégias para transformar movimentos e compor outras corporeidades, pesquisas do corpo em variados ambientes, modos e situações não-usuais e/ou de desconforto. Leitura do corpo como biografia: um mapa de registros próprios do ser vivo em consonância com escolhas e imprevistos foi desenhado.

Estudos relacionados ao paradoxo estabilidade e instabilidade. Pesquisa de movimentos na posição de cabeça para baixo, em analogia ao plantio que se desdobra num processo de enraizar-se e, ao mesmo tempo, crescer buscando o céu. Busca por alternativas de movências capazes de superar o desafio físico de manter-se em posições e estados de corpo exigentes, de grande desgaste de energia e força. Foco na não desistência. Experiências cinestésicas relacionadas a pequenas mortes: quedas e recuperação. O corpo num jogo constante com a gravidade, indo ao chão e colocando-se de pé, saltando de diferentes modos, enfrentando o esgotamento.

Investigação pessoal acerca das próprias vivências e acontecimentos que provocaram uma pausa, o silêncio. Fatos vividos que mudaram a vida, fizeram crescer, calaram a própria voz. Buscas de modos capazes de atualizar estados corporais e tentativas para fisicalizar processos experenciais, radicais e inesperados de conhecimento, traduzindo antigos comportamentos. Proposição de desafios físicos e emocionais gerados a partir de uma ocorrência e/ou acidente. Jogos de escuta, tendo em vista que silêncio não é ausência de sons e de que a pausa do corpo não é ausência de movimentos. O que vibra quando tudo parece calar? O desafio de fazer ouvir e fazer ecoar silêncios.

ESPAÇO

A plasticidade do figurino e dos objetos ressignificam a dança em MUDA. Ao optar por uma vertente investigativa e experimental, esses meios atuam como ferramentas singulares para ampliar as possibilidades de criação no corpo e para o corpo. E, ainda, para inventar e modificar seus ambientes.

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MUDA é composto com/por combinações sonoras desconhecidas e ruídos diversos. O som ambiente, dos corpos presentes, da rua, do silêncio. A trilha musical foi criada com instrumentos não convencionais (plásticos de PVC, conduíte, água, garrafas pet, som da chuva, dentre outros) e com um violão afinado em 432 Hertz (frequência de vibração da terra).

Estudos relacionados ao paradoxo estabilidade e instabilidade. Pesquisa de movimentos na posição de cabeça para baixo, em analogia ao plantio que se desdobra num processo de enraizar-se e, ao mesmo tempo, crescer buscando o céu. Busca por alternativas de movências capazes de superar o desafio físico de manter-se em posições e estados de corpo exigentes, de grande desgaste de energia e força. Foco na não desistência. Experiências cinestésicas relacionadas a pequenas mortes: quedas e recuperação. O corpo num jogo constante com a gravidade, indo ao chão e colocando-se de pé, saltando de diferentes modos, enfrentando o esgotamento.

HISTÓRICO

O processo de experimentação e composição de MUDA teve início em janeiro de 2022. Em sua continuidade, implementou-se dispositivos de pesquisa, improvisação e composição fundamentados na descoberta poética de um corpo reconhecido como interrogação, desejo, angústia e amor, dor e alegria; atravessado por paradoxos e estados de equilíbrio e desequilíbrio. 

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Buscamos desenvolver uma pesquisa artística por meio de jogos perceptivos e propostas de traduções intersemióticas: da palavra ao corpo, do som ao corpo, do tecido ao corpo, do ambiente ao corpo, do outro ao corpo. Propomos, ainda, exercícios de escuta do ambiente e exploração de estados afetivos do/no corpo.

MUDA também compreende a leitura do corpo como biografia e, portanto, revisita um mapa de registros próprios do ser vivo em consonância com escolhas e imprevistos. Não à toa, este é um dos principais motores que impulsionaram o nascimento do projeto MUDA. A diretora Jussara Xavier é uma figura próxima a bailarina Erika Rosendo há 15 anos. Sendo conhecedora de sua trajetória de vida, suas batalhas, desafios e conquistas pessoais e profissionais, desenhou um plano artístico próprio para olhar de perto o intenso processo de transformações na/da vida de Erika Rosendo. Neste revisitar, sobretudo, o passado e o presente, sem perder de vista o futuro, buscou-se desenvolver uma composição tecida em dramaturgia não-linear, ao contrário, uma rede instável de conexões e planos de atuação. Num mapeamento preliminar, a diretora assinalou acontecimentos que modificaram o corpo e geraram diferenças comportamentais na artista, como: a mudança de Natal no Rio Grande do Norte para Joinville em Santa Catarina, ou seja, do Nordeste ao Sul do Brasil (do calor ao frio, da moradia em família à moradia solitária etc.); os diversos prêmios recebidos, incluindo o de melhor bailarina no Festival de Dança de Joinville (trabalho, sucesso, sobrevivência artística, reconhecimento, gratidão); o falecimento de seu companheiro e, depois de alguns anos, de seu novo namorado, ambos em sua presença (colapso, emagrecimento, doença, depressão, revolta, tristeza); o nascimento de seu sobrinho (alegria); a vida no campo cultivando flores e frutos (descobertas, conquista de habilidades); as oportunidades profissionais e os diversos convites recebidos, como para dançar na companhia Primeiro Ato em Belo Horizonte, lecionar na Escola do Teatro Bolshoi do Brasil e na Escola do Grupo Corpo, dançar na Alemanha (responsabilidades, dúvidas, escolhas); o desafio de administrar uma comunidade, uma pousada e um espaço de vivências, etc. O corpo como registro de suas histórias e experiências serviu como fonte substancial de pesquisa do movimento, em propostas que transitaram na produção de uma dança de cunho grotesco e agressivo à uma dança mais harmônica e agradável.

APRESENTAÇÕES

Duração aproximada: 40 min.
Classificação indicativa: Livre para todos os públicos
Após cada apresentação, haverá um bate papo com intérprete de libras.
Em caso de chuva, o evento será cancelado e reagendado.

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Data: 05 de maio (sexta-feira)
Horário: 14h
Local: Monte Crista Espaço de Vivência
Endereço: Estrada Monte Crista, s/n° Bairro Monte Crista Garuva/SC

Data: 10 de maio (quarta-feira)
Horário: 14h
Local: Parque Municipal, Museu Casa Sant’Anna
Endereço: Av. Joaquim José de Santana, Canelinha/SC

Data: 11 de maio (quinta-feira)
Horário: 16h
Local: Parque da Luz
Endereço: R. Felipe Schmidt – Centro, Florianópolis/SC

Data: 27 de maio (sábado)
Horário: 16h
Local: Parque Malwee
Endereço: R. Wolfgang Weege, 770, Jaraguá do Sul/SC

OFICINAS

Título: EU EM ESTADO DE DANÇA
Ministrantes: Erika Rosendo e Jussara Xavier
Carga horária: 2 horas
Vagas: 20 – Gratuito
Modalidade: Presencial
Proposta: Desenvolvimento de processos de experimentação em dança. O trabalho técnico e criativo compõe-se a partir de/com dispositivos de descoberta e exploração do corpo em relação consigo, com o outro e com o ambiente. Um corpo que se revela e se compõe em dança.
Volta-se para todos os tipos de corpos, em suas possibilidades individuais de comunicação e expressão, respeitando seus limites e possibilidades de movimento e criação. Pretende a democratização do acesso à dança e o combate de barreiras atitudinais, promovendo a inclusão por meio da crença de que todo corpo é capaz de dançar.

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Data: 5 de maio (domingo)
Horário: 15h às 17h
Público-alvo: Idosos
Local: Espaço de Vivência Monte Crista
Endereço: Estrada Monte Crista s/n°, Bairro Monte Crista, Garuva/SC

Data: 10 de maio (quarta-feira)
Horário: 15h
Público-alvo: crianças de 06 a 10 anos
Local: Parque Municipal, Museu Casa Sant’Anna
Endereço: Av. Joaquim José de Santana, Canelinha/SC

Data: 19 de maio (sexta-feira)
Horário: 9h às 11h
Público-alvo: Pessoas com deficiência
Local: ACE – Associação Catarinense de Ensino / FGG – Faculdade Guilherme Guimbala
Endereço: R. São José, 490 – Anita Garibaldi – Joinville/SC

EQUIPE TÉCNICA

REALIZAÇÃO